O Canto e o Cante: A Alma do Povo

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Autor:
Eduardo M. Raposo
Palabras clave:
Canto de Intervenção, Cante Alentejano, resistência, música popular, dictadura
Año de publicación:
2005
Com este estudo faz-se a abordagem do papel que o Canto de Intervenção teve ao longo de 14 anos (1960 a 1974) na oposição ao Estado Novo e como forma de intervenção cívica e estética*. Não esquecendo a referência os antecedentes, desde os primórdios da nossa civilização nascida nas margens do Mediterrâneo e depois na península e em Portugal, com especial referência para o século passado. Coimbra, a Canção de Coimbra e as lutas académicas, génese e contexto do nascimento do Canto de Intervenção, que teve como percursores José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília ( no exílio) e o poeta Manuel Alegre. A nova geração dos cantores de intervenção, o Zip-Zip, o marco que foram as edições discográficas no Outono de 1971, as apreensões, prisões e a censura, a sinalização à esquerda na revolução do 25 de Abril com “Grândola, Vila Morena”. A Nova Música Popular Portuguesa é objecto de projecto futuro de estudo, bem como o Cante, forma peculiar dos homens e das mulheres em grupo, falarem cantando o que lhe vai na alma. Na solidão do Sul ou na diáspora

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