13 Julho 2025

A produção portuguesa Porta-te bem, realizada por Joana Alves, recebe o Prémio Onofre para a Melhor Curta-Metragem na gala de encerramento do 31.º Festival de Ibérico de Cinema, que decorreu na sexta-feira, 11 de julho, na varanda do Teatro López de Ayala, em Badajoz, e foi apresentado por Marisol Torres.

O Prémio Reyes Abades para a Melhor Curta-Metragem da Extremadura foi para Happy Hour, que foi rodado na região e o Prémio do Público em Badajoz foi para Nico Romero e Álvaro Monje, por À medida que fomos recuperando a mãe

O Prémio do Júri da Jovem Luis Alcoriza, atribuído por um grupo de jovens selecionados pela Academia Europeia e Ibero-Americana da Fundação Yuste, foi atribuído a De Sucre, de Cláudia Cedó, que também venceu o Prémio de Melhor Interpretação Feminina, atribuído pela AISGE, pelo trabalho da actriz Andrea Álvarez, no papel de María, uma personagem com incapacidade intelectual.

O cinema catalão também foi premiado nesta edição graças a El Príncep, de Alex Sardá, que recebeu dois prémios: o Prémio Onofre para o Melhor Realizador e o Melhor Actor Masculino, para Enric Auquer. A curta-metragem recebeu ainda o Prémio AEC de Melhor Fotografia, assinado por Artur-Pol Camprubí.

O Prémio de Melhor Argumento foi para o português Gonçalo Almeida, por Atom & Void, enquanto o Prémio de Melhor Música Original foi para Miguel Vilhena, também por Porta-te bem, reafirmando o domínio do cinema português na edição deste ano.

A cerimónia encerrou uma edição vibrante, com um júri de alto nível composto pela actriz Susi Sánchez, o crítico e procurador Eduardo Torres-Dulce, a escritora e argumentista María Zaragoza, a diretora de fotografia Elisa Moreno e o realizador português Rui Pedro Sousa.

Com uma programação cuidada, lotação esgotada e a consolidação de novas vozes, o Festival Ibérico de Cinema Festival reafirma-se como um dos eventos essenciais de curtas-metragens da Península e uma ponte entre a Extremadura, Espanha e Portugal. Esta 31ª edição despede-se celebrando não só os prémios, mas também o compromisso com um cinema que arrisca, entusiasma e transforma.